Agenda de informações juventude /2016

Estamos rodeados de pessoas tóxicas das quais é melhor se afastar. Ao longo da vida, estabelecemos relações sociais em diferentes esferas. Seja dentro da família, com colegas de estudo ou trabalho, ou até mesmo com aqueles com que tivemos relações sentimentais que se encerraram sem rancores, são muitas as pessoas com que cruzamos em nossa vida para compartilhar épocas ou momentos, mas que nem por isso irão nos acompanhar para sempre. E acontece também que, como se padecêssemos de uma espécie de Síndrome de Diógenes com as pessoas buceta (na qual se incluem os chamados acumuladores), é bastante custoso nos desligarmos daquelas relações que já não contribuem com nada em nossa vida. Ou porque essa relação se desgastou, ou, pior, porque se tornou tóxica, é preciso parar de acumular amigos (seja no Facebook ou na vida real) compulsivamente, e começar a valorizar as relações com aqueles com quem realmente vale a pena passar o nosso tempo. Segue uma lista dos tipos de pessoas das quais você precisa aprender a se distanciar um pouco, ou até mesmo aprender a dizer adeus para sempre, sem se sentir culpado por causa disso:

1. O cônjuge vitimista: Você já não sabe se ele está com você porque gosta de você ou porque você se transformou no seu lenço de enxugar lágrimas mais resistente de videos porno. Há pessoas que, diante dos problemas, só sabem assumir o papel de vítima. Como explica a psicóloga Patricia Ramírez, “são aqueles que jogam a culpa de todos os seus males em outras pessoas, fugindo de qualquer responsabilidade pelo problema que acontece com eles”. O problema é que esse vitimismo pode se traduzir em que nos contagiem com sua tristeza, frustração e apatia. Por isso, é importante aprender a contê-lo a tempo. “Em primeiro lugar, é preciso lhes dizer que estamos dispostos a ajudá-los a tomar decisões e a solucionar problemas, mas não a ser o lenço em que eles afogam as suas mágoas sem se esforçar para nada”. Se isso não der certo, a melhor opção talvez seja se afastar, pois, como lembra a psicóloga, “você não o estará abandonando, mas sim dando um impulso para que ele aja”.

2. O parente cara-de-pau:
Todos sofremos com um familiar que sempre nos telefona para pedir um favor, seja na mudança, seja com os filhos ou para lhe emprestar alguma ferramenta que você sabe que nunca mais vão lhe devolver, mas que nunca está presente quando se necessita dela. Como conta a psicóloga, “são pessoas que sempre querem alguma coisa de você, mas que não sabem ou não querem manter relações bidirecionais, em que deem pelo menos parte daquilo que recebem”. Assim, a psicóloga insiste em que devemos ser os primeiros a deixar claras as nossas próprias necessidades e não nos deixarmos engolir por aqueles que “tiram coisas dos outros sem lhes perguntar se estão bem ou se precisam de ajuda”.

3. As más-línguas: toda vez que encontra com você, esse amigo fala mal de todas os conhecidos que vocês têm em comum. Às vezes, até lhe telefona só para contar a última besteira que fulano ou sicrano fizeram. Acha que ele não fala mal de você também para os outros? Embora todos nós tenhamos um pouco de fofoqueiros de vez em quando, é preciso ter cuidado com aquelas pessoas que “vivem de viver a vida dos outros, porque não suportam a vida delas próprias”, como afirma a psicóloga, para quem “sua vida é sem graça demais, entediante ou frustrante demais para que se fale dela, então passam a destruir tudo o que há em volta”. O conselho para lidar com esse tipo de pessoa é claro: “Não deixe que essa pessoa faça julgamentos de valor sobre outras pessoas que não estejam presentes se você não quiser que ela faça o mesmo com você”.

4. O colega com más intenções: Aquele colega que olha você de soslaio quando você não faz aquilo que ele tinha em mente e que você sabe que, como vingança, em algum momento, decidirá aprontar alguma para cima de você, com má intenção. Sobre esse caso, Patricia Martínez é categórica: “É preciso se afastar radicalmente desse tipo de pessoa”. Com base na sua experiência, ele acre